Numa
loja electrónica portuguesa, todos
os meios de pagamento são possíves
à partida. Por exemplo, o multibanco.
Feita a aquisição, se o cliente
opta por pagar por multibanco, o site produz
a informação necessária
para esse tipo de pagamento: código
da entidade, referência da operação
e montante (a SIBS
fornece às empresas interessadas
um algoritmo para gerar estes dados).
O
cliente terá então de aceder
ao seu programa de “homebanking” ou de se
dirigir a uma caixa multibanco com o seu
cartão e introduzir os dados.
O
problema com esta abordagem é que
o pagamento é diferido. O software
da loja electrónica tem de obter
a lista de pagamentos da SIBS, para validar
a aquisição (a SIBS propõe
um serviço para este fim).
N.B.:
existem soluções tecnológicas
que permitem, através da aquisição
de um equipamento suplementar, o pagamento
por multibanco em tempo real através
da Internet. O problema com estas soluções
é o mesmo que se verifica em relação
à que se apresenta em seguida: está
pouco disseminada e não parece haver
dimensão crítica no mercado
que justifique a respectiva promoção
em massa.
Num
mundo em que os minutos contam, a conveniência
principal é a possibilidade de pagamentos
automáticos e imediatos. Há
duas alternativas “clássicas” para
isto.
A
primeira é o chamado eCash,
o porta-moedas multibanco electrónico.
O grande problema com esta abordagem é
a sua falta de popularidade, o que causa
uma situação de círculo
vicioso. Como esta ferramenta de pagamento
não é muito popular, não
há muitos sites de comércio
electrónico a suportá-la como
meio de pagamento, portanto não consegue
tornar-se popular. No entanto, a Internet
é um meio ideal para fornecer serviços
por “micro-pagamento”, pagamentos muito
reduzidos. Por exemplo, a aquisição
de artigos de revistas técnicas ou
a aquisição de uma receita
culinária (em vez de um livro de
receitas) - como a audiência é
global, as peças podem ser vendidas
com lucro por valores baixos - isto não
é compatível com as percentagens
cobradas pelos serviços de cartão
de crédito, a não ser que
se use plafonds de aquisição
(compra adiantada de X unidades). O outro
aspecto positivo dos “PMB” electrónicos
é o facto de a sua concepção
ser incompatível com usos fraudulentos.
De uma forma ou de outra, tornar-se-á
inevitavelmente um meio de pagamento generalizado
na Internet.
Restam
os cartões de crédito, com
todas as questões associadas de potencial
uso abusivo e as respectivas consequências.
A enorme vantagem deste meio de pagamento
é a sua universalidade - a sua extraordinária
base instalada, a nível global. Os
problemas reais e psicológicos associados
com a segurança têm vindo a
ser resolvidos, das mais diversas maneiras.
Na
vertente dos fornecedores do serviço
de pagamento, existem soluções
tecnológicas extremamente avançadas
de que o exemplo supremo é o já
famoso (mas pelos vistos, uma miragem, em
Portugal, por causa dos custos de implementação)
SET.
Na
perspectiva de aumentar a confiança
dos utilizadores no uso online deste meio
de pagamento, começam a surgir produtos
mais sofisticados, dirigidos especificamente
para a Web: por exemplo, a American Express
lançou a Blue Card, que não
só parece futurística, com
o seu design azul e branco, mas inclui um
chip de segurança. Tal como as aplicações
para pagamento em tempo real com cartões
débito, o uso do cartão
para compras obriga à aquisição
de um equipamento adicional, cuja função
é a leitura e descodificação
do chip.
No
fim, o meio de pagamento universal, com
segurança ou sem segurança,
é o cartão de crédito.
Se se provar que houve uma aquisição
fraudulenta com cartão de crédito,
a responsabilidade é sua. Se houverem
vários casos de aquisições
fraudulentas com cartão de crédito
no caso da sua loja, o mais natural é
a própria entidade emissora cancelar-lhe
a possibilidade de recorrer a esse meio
de pagamento.