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3. Pagamentos

         

Numa loja electrónica portuguesa, todos os meios de pagamento são possíves à partida. Por exemplo, o multibanco. Feita a aquisição, se o cliente opta por pagar por multibanco, o site produz a informação necessária para esse tipo de pagamento: código da entidade, referência da operação e montante (a SIBS fornece às empresas interessadas um algoritmo para gerar estes dados).

O cliente terá então de aceder ao seu programa de “homebanking” ou de se dirigir a uma caixa multibanco com o seu cartão e introduzir os dados.

O problema com esta abordagem é que o pagamento é diferido. O software da loja electrónica tem de obter a lista de pagamentos da SIBS, para validar a aquisição (a SIBS propõe um serviço para este fim).
       N.B.: existem soluções tecnológicas que permitem, através da aquisição de um equipamento suplementar, o pagamento por multibanco em tempo real através da Internet. O problema com estas soluções é o mesmo que se verifica em relação à que se apresenta em seguida: está pouco disseminada e não parece haver dimensão crítica no mercado que justifique a respectiva promoção em massa.

Num mundo em que os minutos contam, a conveniência principal é a possibilidade de pagamentos automáticos e imediatos. Há duas alternativas “clássicas” para isto.

A primeira é o chamado eCash, o porta-moedas multibanco electrónico. O grande problema com esta abordagem é a sua falta de popularidade, o que causa uma situação de círculo vicioso. Como esta ferramenta de pagamento não é muito popular, não há muitos sites de comércio electrónico a suportá-la como meio de pagamento, portanto não consegue tornar-se popular. No entanto, a Internet é um meio ideal para fornecer serviços por “micro-pagamento”, pagamentos muito reduzidos. Por exemplo, a aquisição de artigos de revistas técnicas ou a aquisição de uma receita culinária (em vez de um livro de receitas) - como a audiência é global, as peças podem ser vendidas com lucro por valores baixos - isto não é compatível com as percentagens cobradas pelos serviços de cartão de crédito, a não ser que se use plafonds de aquisição (compra adiantada de X unidades). O outro aspecto positivo dos “PMB” electrónicos é o facto de a sua concepção ser incompatível com usos fraudulentos. De uma forma ou de outra, tornar-se-á inevitavelmente um meio de pagamento generalizado na Internet.

Restam os cartões de crédito, com todas as questões associadas de potencial uso abusivo e as respectivas consequências. A enorme vantagem deste meio de pagamento é a sua universalidade - a sua extraordinária base instalada, a nível global. Os problemas reais e psicológicos associados com a segurança têm vindo a ser resolvidos, das mais diversas maneiras.
       Na vertente dos fornecedores do serviço de pagamento, existem soluções tecnológicas extremamente avançadas de que o exemplo supremo é o já famoso (mas pelos vistos, uma miragem, em Portugal, por causa dos custos de implementação) SET.
       Na perspectiva de aumentar a confiança dos utilizadores no uso online deste meio de pagamento, começam a surgir produtos mais sofisticados, dirigidos especificamente para a Web: por exemplo, a American Express lançou a Blue Card, que não só parece futurística, com o seu design azul e branco, mas inclui um chip de segurança. Tal como as aplicações para pagamento em tempo real com cartões débito, o uso do cartão
para compras obriga à aquisição de um equipamento adicional, cuja função é a leitura e descodificação do chip.

No fim, o meio de pagamento universal, com segurança ou sem segurança, é o cartão de crédito. Se se provar que houve uma aquisição fraudulenta com cartão de crédito, a responsabilidade é sua. Se houverem vários casos de aquisições fraudulentas com cartão de crédito no caso da sua loja, o mais natural é a própria entidade emissora cancelar-lhe a possibilidade de recorrer a esse meio de pagamento.


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