Com
as compras através da Internet, fica
a conhecer muito melhor o seu cliente. As
suas compras serão fichadas e um
perfil poderá ser desenvolvido facilmente
ao longo do tempo, se o souber fidelizar
(para o fidelizar, naturalmente, tem de
lhe dar o que ele quer, o que quer dizer
gerir a sua empresa em função
dele). Mas, claro,
não são só as compras
que serão fichadas. O cliente Internet
tem normalmente de se identificar e dar
o seu endereço. Ou seja, o seu perfil
é potencialmente muito completo.
Mais até que o que
possa imaginar. Se o souber “prender” adequadamente
- promovendo uma comunidade entre os seus
clientes e enviando-lhes, com a respectiva
autorização, mensagens frequentes
de correio electrónico, dando-lhes
conta de novidades relevantes e propondo-lhe
ofertas exclusivas (enquanto o convida a
tornar a dar uma volta pelo site, isto é,
pela sua empresa) - vai acabar por saber
tudo o que vale a pena saber sobre ele do
ponto de vista do seu negócio. E
ele revelar-se-á um cliente satisfeito
e acima de tudo, fiel.
O busílis da questão
é o termo “comunidade”. Quer dizer
que soube segmentar os seus clientes e criou
entre outros veículos de intimidade
(“customer intimacy”), grupos de discussão,
forae virtuais de encontro, entre eles,
em função dessa segmentação.
Soube adaptar a oferta (e mesmo a estrututura
de gestão) da sua empresa para reflectir
o interesse de grupos significativos dos
seus clientes e conseguiu que estes se encontrassem
entre eles em função da sua
oferta. Assim, a relação dos
seus clientes com a sua empresa é
muito mais forte que do que no passado,
porque é também uma relação
entre pessoas que de alguma forma se identificam
nos mesmos interesses - os da sua empresa!
Diz-se que a paz é
a continuação da guerra por
outros meios. Pense no “pós-venda”
da era Internet nesses termos: é
a continuação do processo
de venda por outro meio...