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6. Glossário

domínio | eBusiness | eCash | m-Commerce
“Nova Economia” | Portal | SET | Vortal | WAP | XML

domínio

Identificação alfanumérica (mnemónica) de um endereço IP. Em termos práticos: todos os conteúdos e todas as mensagens trocadas na Internet estão sempre identificadas por um “domínio”. Esqueçamos o caso dos endereços de mail e fiquemo-nos pelo tipo de endereço tipo de uma dada “home page”: por exemplo, www.aip.pt.
     O pt é o chamado domínio de primeiro nível. O aip é o domínio de segundo nível. O www é o domínio de terceiro nível (não é obrigatório, mas o uso do "www" para identificar a home page principal de uma dada instituição está consagrado). Os diversos níveis são separados por pontos.
     Os domínios de primeiro nível correspondem aos diversos países e territórios, mais os seguintes (de entre outros): o com (para empresas; muito popular e responsável pela célebre expressão “dot com”); o org (em princípio, para instituições e projectos não lucrativos); ou o int (para instituições internacionais, com a União Europeia).
     A gestão do domínio de cada país cabe normalmente a uma dada instituição nacional (os domínios gerais são geridos a partir dos Estados Unidos); no caso de Portugal, essa instituição é a FCCN. A FCCN é particularmente rigorosa nas regras que aplica na atribuição de domínios. Se procurar alguma flexibilidade, tente usar o domínio de segundo nível .co.pt, gerido pela Caleida, que tem potencial para se tornar popular para projectos de empresas. No Reino Unido , todas as empresas possuem domínios do tipo “.co.uk”. Este critério é seguido em alguns outros países.

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eBusiness

Negócio Electrónico. Diferente do conceito de comércio electrónico. Comércio Electrónico (na Internet) diz respeito a transacções comerciais conduzidas através da Internet. Negócio Electrónico é uma expressão usada normalmente para descrever o conjunto de procedimentos e sistemas que têm de ser implementados para que a utilização da Internet se torne uma competência nuclear da gestão de uma dada empresa e uma característica intrínseca de todas as suas cadeias de valor.
     O eBusiness tem um mandamento: “customer satisfaction is everything”: só importa a satisfação do cliente! Por motivos cuja explicação mais completa ficará para outro trabalho, diga-se para já que o futuro pertencerá às primeiras empresas que realmente conseguirem entender o alcance desta máxima e agir em consequência!

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eCash

Porta moedas multibanco online”. Uma tecnologia, que ainda não “pegou”, para permitir micropagamentos através da Internet. Basicamente, existe um “porta moedas electrónico”, normalmente sobre a forma de uma aplicação que reside no computador do utilizador e que pode ser carregado por exemplo a partir de um débito a uma conta de cartão de crédito. A partir daqui, pode começar-se a efectuar aquisições, nomeadamente de muito pequeno valor, que se deverão popularizar à medida que o comércio electrónico se vulgarize.
     O site www.ecash.com pertence a uma empresa que está a usar este termo para promover um conceito diferente, o que poderá ser confuso. A “casa oficial” do conceito original de eCash é a empresa Digicash, originária na Holanda (e entretanto adquirida por norte-americanos, após um conturbado processo de falência e realocada para os Estados Unidos: a sina habitual, por enquanto...).
     Existem outras soluções para este conceito, incluindo o pioneiro CyberCash.

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m-Commerce

Comércio Móvel! O conceito inevitável, face à esperada explosão do acesso à Internet por telemóvel e agenda electrónica de bolso. Há vantagens específicas do acesso à informação em movimento, ligado às características da Rede GSM: o exemplo clássico é poder ir consultando informação sempre concernente às diversas etapas de uma dada viagem, à medida que esta se desenrola (ou poder aceder a promoções específicas, numa visita a um Centro Comercial “físico”). Por outro lado, as limitações óbvias dos pequenos ecrãs dos telemóveis, impõem soluções de comércio electrónico concebidas e implementadas especificamente para o meio.

“Nova Economia”

Existem bastantes indicadores que vão no sentido de que as regras clássicas da ciência económica têm de ser revistas para um mundo em que a sinergia entre computadores e telecomunicações permitem índices de produtividade e riqueza até hoje desconhecidos. O caso mais evidente é o do crescimento sustentado da Economia dos Estados Unidos, nos últimos 6 anos (ou seja, desde que em 1995 a Internet, com a IPO da Netscape e o empenho da Microsoft, se começou a tornar omnipresente), que vem apresentando uma conjugação totalmente inédita de convivência entre uma taxa de inflação baixa (inferior a 2%), com um dos níveis de desemprego mais baixos de sempre na história do país (inferior ao NAIRU: cerca de 4%) e um crescimento económico anual superior a 6%.
     É a emolução deste quadro que a Europa agora tenta perseguir, como a recente cimeira de Lisboa deixou bem claro. 
     Às empresas para as quais a Internet é uma competência nuclear efectiva (e não um acrescento da política de Marketing), tem-se atribuido o epíteto de “empresas da Nova Economia”.

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Portal

“Porta de entrada na Internet”. Nome que se atribui a um conjunto de web sites que assumem duas funções aparentemente contraditórias (mas que fazem sentido no universo ligado da World Wide Web).
     Por um lado, são um repositório tão completo quanto possível de informação (sobretudo notícias e crónicas) e serviços (correio electrónico gratuito; grupos de discussão; chat; etc.) próprios.
     Por outro lado, proporcionam directórios de links e/ou serviços de pesquisa para acesso à Internet.
     Ver também: Vortal.

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SET

Secure Electronie Transaction. Uma especificação para comércio electrónico seguro em que estiverarn envolvidas as principais organizações mundiais de hardware e software, como a IBM, a Microsoft, a Netscape ou a Verisign, e à qual aderiram tanto a VISA como a MasterCard. Esta especificação permite, nomeadamente, a confidencialidade da informação transmitida, a integridade dos pagamentos processados e a certificação tanto dos comerciantes como dos utilizadores dos cartões pertencentes àqueles dois grandes sistemas internacionais.
     Em Portugal, deve contactar-se a UNICRE.

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Vortal

Vertical Industry Portals. Também chamados de “vertical trade communities”, comunidades virtuais verticais, definidas em função de um mercado específico, ou ainda de “Net marketplaces” (mercados online). Os vortais (ou “portais temáticos”) em português, são os lugares de encontro online de indústrias inteiras, onde os trabalhadores de um determinado sector de actividade podem obter facilmente informação específica ao sector; notícias sobre a actualidade do segmento; calendários dos eventos previstos; notas sobre os últimos avanços tecnológicos e estatísticas; entrada em grupos de discussão onde se trata de matéria relevante, do ponto de vista profissional; e aceder a serviços orientados para as suas necessidades específicas.
     O GartnerGroup estimava em Junho de 99 que já haviam sido lançados mais de 300 mercados sectorias baseados na Internet, servindo indústrias como: Química, Electrónica, Alimentação, Consumíveis para Escritório e Aço. A expectativa de crescimento apontava para mais de 10.000 vortais no fim de 2001.
     Exemplos de vortais nos Estados Unidos: VerticalNet; em Portugal: Cidade Médica Virtual e Impostos.net.

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WAP

Wireless Aplication Protocol, o protocolo sobre GSM para acesso à Internet a partir de telemóveis. Graças a esta tecnologia, começa a ganhar corpo a promessa de acesso à informação na Internet em qualquer local, em qualquer altura e em qualquer dispositivo.
     O WAP é uma abordagem diferente e infelizmente mais restritiva da que permitiu que a Internet móvel tomasse de assalto o Japão (NTT DoCoMo), mas mesmo assim estima-se que em 2004 cerca de 1/3 dos europeus (220 milhões de consumidores) acedam à Internet através dos seus telemóveis.
     Um bom sítio para se manter actualizado sobre este tema, é o WAP Forum.

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XML

eXtensible Markup Language. Um termo e uma realidade extremamente técnicos, relativos a uma especificação de segunda geração do padrão HTML. Em termos práticos: o XML possibilitará, através de tags específicos definidos sectorialmente, uma muito maior eficiência nas pesquisas.

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