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5. As Comunidades “Virtuais”

Para as empresas, o grande desafio da Internet é a capacidade de entender sem ambiguidades o alcance do poder investido nos clientes. Esse poder assenta em dois factores: por um lado, a abundância (excessiva) de informação; por outro lado, a enorme facilidade das pessoas se “juntarem”, se “conhecerem”, formarem “grupos”: e tudo isto sem se conhecerem!

Quando a tecnologia de uma nova tecnologia revolucionária se torna tão ubíqua que, de facto, muda tudo, fala-se na existência de uma “mudança de paradigma”. O automóvel é um destes exemplos - pode facilmente falar-se de um mundo antes do automóvel e de um mundo depois do automóvel. O mesmo raciocínio é válido para a televisão, por exemplo. A Internet introduz uma mudança muito mais substancial. E isto é muito difícil de absorver.

Digamos que uma pessoa deseja criar um “grupo” online para discutir um dado assunto. Só tem de ir a site como o eGroups e dar andamento ao assunto. Imaginemos que essa pessoa desejava criar um site para suportar uma causa. Basta-lhe ir ao Terràvista e tornar-se um “marujo”. E agora que já tem um site e um grupo de discussão, o nosso amigo quer divulgar ambos: basta-lhe ir ao SAPO e ao AEIOU e submeter o seu pedaço de informação nos ramos adequados dos directórios (e, já agora, usar um serviço gratuito de inserção de sites nos diversos motores de pesquisa estrangeiros na Net, como o Selfpromotion.com). E uma nova “comunidade” está lançada...

As pessoas que tiverem os mesmos interesses - profissionais, pessoais, de desporto, de emoções, de experiências de vida, do que se possa imaginar - podem estar “juntas”, se não fisicamente, pelo menos em espírito e discutir as suas vidas, esperanças e frustações. Independentemente de onde se encontrem e sem olhar a horários fixos.

Isto é poder, evidentemente. Os americanos chamam-lhe “empowerment”. Mais vale as empresas adaptarem-se a esta ineludibilidade e avaliarem meios de tirarem proveitos: se as pessoas vão fazer comunidades, que as constituam nos nossos web sites! Que vivam nos nossos web sites. A fidelização seria total... mas, obviamente, é difícil conseguir.


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