Para
as empresas, o grande desafio da Internet
é a capacidade de entender sem ambiguidades
o alcance do poder investido nos clientes.
Esse poder assenta em dois factores: por
um lado, a abundância (excessiva)
de informação; por outro lado,
a enorme facilidade das pessoas se “juntarem”,
se “conhecerem”, formarem “grupos”: e tudo
isto sem se conhecerem!
Quando a tecnologia de uma
nova tecnologia revolucionária se
torna tão ubíqua que, de facto,
muda tudo, fala-se na existência de
uma “mudança de paradigma”. O automóvel
é um destes exemplos - pode facilmente
falar-se de um mundo antes do automóvel
e de um mundo depois do automóvel.
O mesmo raciocínio é válido
para a televisão, por exemplo. A
Internet introduz uma mudança muito
mais substancial. E isto é muito
difícil de absorver.
Digamos que uma pessoa deseja
criar um “grupo” online para discutir um
dado assunto. Só tem de ir a site
como o eGroups
e dar andamento ao assunto. Imaginemos que
essa pessoa desejava criar um site para
suportar uma causa. Basta-lhe ir ao Terràvista
e tornar-se um “marujo”. E agora que já
tem um site e um grupo de discussão,
o nosso amigo quer divulgar ambos: basta-lhe
ir ao SAPO
e ao AEIOU
e submeter o seu pedaço de informação
nos ramos adequados dos directórios
(e, já agora, usar um serviço
gratuito de inserção de sites
nos diversos motores de pesquisa estrangeiros
na Net, como o Selfpromotion.com).
E uma nova “comunidade” está lançada...
As pessoas que tiverem os
mesmos interesses - profissionais, pessoais,
de desporto, de emoções, de
experiências de vida, do que se possa
imaginar - podem estar “juntas”, se não
fisicamente, pelo menos em espírito
e discutir as suas vidas, esperanças
e frustações. Independentemente
de onde se encontrem e sem olhar a horários
fixos.
Isto é poder, evidentemente.
Os americanos chamam-lhe “empowerment”.
Mais vale as empresas adaptarem-se a esta
ineludibilidade e avaliarem meios de tirarem
proveitos: se as pessoas vão fazer
comunidades, que as constituam nos nossos
web sites! Que vivam nos nossos web sites.
A fidelização seria total...
mas, obviamente, é difícil
conseguir.