Para
comprar roupa masculina de excelente qualidade
a preços concorrenciais, basta aceder
ao site da Charles
Tyrwhitt ou da Joseph
Turner, encomendar online e esperar
uns dias que a roupa chegue pelo correio.
“Shop the World”, dizem
os que falam inglês. Comprar no mundo,
sem sair de casa... é possível
maior conveniência?
Na época das festas,
é um martírio ir até
os hipermercados; depois da confusão
das compras, é preciso normalmente
carregá-las; para tomar decisões
sobre bens de valor importante, é
conveniente comparar pelo menos os preços
em lojas diferentes, com os consequentes
desgaste e perda de tempo; como o inventário
nas lojas é forçosamente limitado,
o mais natural é não se encontrar
imediatamente o que se procura e portanto,
ter de se encomendar, sem ver primeiro.
É de admirar que as pessoas se sintam
tentadas pelas compras através da
Internet?
Os donos de espaços
comerciais físicos terão de
mudar a natureza do seu negócio,
para garantir a manutenção
de clientela em números relevantes.
Em primeiro lugar, terão de transformar
uma ida às compras, cada vez mais,
numa experiência de entretenimento
e lazer, que valha só por si - o
que naturalmente implica espaços
comerciais de maior dimensão, que
possam ser globalmente atractivos e veículos
adequados para espectáculos de natureza
diversa. Entregas em casa têm de se
tornar uma possibilidade real. Permitir
que as pessoas possam comprar “na loja”,
através da Internet, será
obrigatório. Durante a crise das
vacas loucas, uma das principais empresas
de abate e preparação de carne
de vaca francesas introduziu nos supermercados
do Hexágono, terminais Internet a
partir dos quais os clientes podem saber
a história da vida e da alimentação
da vaca a que pertenceu o bife que têm
nas mãos...
Os estabelecimentos comerciais
de pedra e cal não vão desaparecer,
mas num mundo em mudança, têm
de mudar radicalmente, se quiserem continuar
a fazer negócio.
No fim, os maiores beneficiados
desta revolução em curso serão
os consumidores. Como somos todos consumidores,
parece-nos bem.