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6. Apoio Técnico

Transformar velhos arquivos é um sonho que ainda não é muito fácil, leia-se rápido, de realizar. Geralmente é preferível começar a utilizar a digitalização a partir de um certo ponto e esperar por tecnologias mais sofisticadas para tratar dos arquivos "mortos". Mas para quem não quiser esperar, e preferir tratar do passado ao mesmo tempo que vai digitalizando o presente, aqui vão algumas dicas:

  1. Processar tudo em computador, de preferência guardar arquivos de texto em RTF.
  2. Utilizar uma mesa digitalizadora para os documentos que foram feitos em máquinas de escrever.
  3. Utilizar a mesa digitalizadora para os documentos manuscritos, mas guardar esses dados como imagens GIF a 4 cores, o que é suficiente para visualização em ecrã. Mas para impressões de qualidade posteriores, é norma em digitalização e microfilmagem usar TIFF, 1 bit, compactação grupo 4 - o que corresponde a 400 DPI's.
  4. Digitalizar imagens opacas e guardá-las em formato JPG, que ocupa menos espaço: digitalizar a 150 DPI's para obter bons resultados em impressões posteriores. Se tiver a certeza que apenas precisa das imagens para ecrã (Internet por exemplo), então basta digitalizar a 72 DPI's.
  5. Para digitalizar transparências é necessário uma mesa de digitalização que possa adaptar uma tampa especial de retroprojecção, geralmente não são fornecidas com os aparelhos, mas sim acrescentadas como extra. Digitalizar imagens transparentes e guardá-los em formato JPG: digitalizar a pelo menos a 800 DPI's se quiser imprimir mais tarde, cerca de quatro vezes o tamanho do slide. Mesmo para utilizações em ecrã é preferivel puxar pelos DPI's dos slides e depois trabalhar as imagens para resolução de ecrã (72 DPI's).
  6. A digitalização de imagens em movimento implica uma placa de captura video. Como solução barata, pode ser por exemplo, a ATI PC TV2 que poderá realizar capturas de vídeo 80X60 pixeis aos 640X480 com resoluções a 176X144, ideal para streaming. Os ficheiros podem ser gravados em formato MPEG 1 e 2. Conversões posteriores para AVI ou MOV, ou ainda Real Audio podem vir a ser necessárias.
  7. O som pode ser capturado com qualquer placa de som fornecida em computadores multimédia e gravado em ficheiros WAV stereo e posteriormente converte-los para AU, RA, ou MP3.
  8. Para guardar arquivos, o mais económico hoje em dia é a utilização de CD-ROM's graváveis, mas tem a limitação de 640 a 650 Mb por disco. Existem soluções do tipo JazzDrive com capacidade para 1 Gb. Outros sistemas podem arquivar valores superiores mas devem ser considerados consoante os restantes equipamentos e usos de digitalização. Cada projecto é um caso e na maior parte das vezes justifica que se recorra a serviços externos.
  9. Nunca destrua os originais sem ter a certeza que ultrapassaram os prazos legais obrigatórios e mesmo depois deve considerar a possibilidade de acondicionar arquivos mortos em algum lugar de baixo valor imobiliário.

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