Transformar velhos
arquivos é um sonho que ainda não
é muito fácil, leia-se rápido,
de realizar. Geralmente é preferível
começar a utilizar a digitalização
a partir de um certo ponto e esperar por
tecnologias mais sofisticadas para tratar
dos arquivos "mortos". Mas para
quem não quiser esperar, e preferir
tratar do passado ao mesmo tempo que vai
digitalizando o presente, aqui vão
algumas dicas:
-
Processar
tudo em computador, de preferência
guardar arquivos de texto em RTF.
-
Utilizar
uma mesa digitalizadora para os documentos
que foram feitos em máquinas
de escrever.
-
Utilizar
a mesa digitalizadora para os documentos
manuscritos, mas guardar esses dados
como imagens GIF a 4 cores, o que
é suficiente para visualização
em ecrã. Mas para impressões
de qualidade posteriores, é
norma em digitalização
e microfilmagem usar TIFF, 1 bit,
compactação grupo 4
- o que corresponde a 400 DPI's.
-
Digitalizar
imagens opacas e guardá-las
em formato JPG, que ocupa menos espaço:
digitalizar a 150 DPI's para obter
bons resultados em impressões
posteriores. Se tiver a certeza que
apenas precisa das imagens para ecrã
(Internet por exemplo), então
basta digitalizar a 72 DPI's.
- Para
digitalizar transparências é
necessário uma mesa de digitalização
que possa adaptar uma tampa especial
de retroprojecção, geralmente
não são fornecidas com
os aparelhos, mas sim acrescentadas
como extra. Digitalizar
imagens transparentes e guardá-los
em formato JPG: digitalizar a pelo menos
a 800 DPI's se quiser imprimir mais
tarde, cerca de quatro vezes o tamanho
do slide. Mesmo para utilizações
em ecrã é preferivel puxar
pelos DPI's dos slides e depois
trabalhar as imagens para resolução
de ecrã (72 DPI's).
- A digitalização
de imagens em movimento implica uma
placa de captura video. Como solução
barata, pode ser por exemplo, a ATI
PC TV2 que poderá realizar capturas
de vídeo 80X60 pixeis aos 640X480
com resoluções a 176X144,
ideal para streaming. Os ficheiros podem
ser gravados em formato MPEG 1 e 2.
Conversões posteriores para AVI
ou MOV, ou ainda Real Audio podem vir
a ser necessárias.
- O som
pode ser capturado com qualquer placa
de som fornecida em computadores multimédia
e gravado em ficheiros WAV stereo e
posteriormente converte-los para AU,
RA, ou MP3.
-
Para
guardar arquivos, o mais económico
hoje em dia é a utilização
de CD-ROM's graváveis, mas
tem a limitação de 640
a 650 Mb por disco. Existem soluções
do tipo JazzDrive com capacidade para
1 Gb. Outros sistemas podem arquivar
valores superiores mas devem ser considerados
consoante os restantes equipamentos
e usos de digitalização.
Cada projecto é um caso e na
maior parte das vezes justifica que
se recorra a serviços externos.
- Nunca destrua os originais
sem ter a certeza que ultrapassaram
os prazos legais obrigatórios
e mesmo depois deve considerar a possibilidade
de acondicionar arquivos mortos em algum
lugar de baixo valor imobiliário.
|topo|
|