Definição do Título e dos Objectivos
Como em qualquer outro tipo de
projecto, a primeira coisa a fazer é definir criteriosamente os objectivos que se
pretende atingir, mesmo que isso pareça uma tarefa absolutamente académica.
Objectivos bem definidos
tornarão o trabalho de desenvolvimento mais rápido e profícuo e evitarão possíveis
reformulações que irão constituir uma perda de tempo que poderia ter sido
evitada.
Por norma o 'Título' do
projecto só surge, pelo menos, depois de definida a finalidade ou os objectivos mais
gerais do projecto.
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Definição das
Secções e Sub-Secções
Como que para um livro, o
próximo passo é definir os 'Capítulos', ou melhor, as Secções e Sub-Secções e,
eventualmente Conteúdos, constituindo uma espécie de índice estrutural do projecto a
efectuar. Naturalmente, estes itens deverão refectir, em primeira análise, os objectivos
já anteriormente e cuidadosamente definidos.
Uma amostra de um
exemplo daquilo que se pretende é ilustrado a seguir:
- A Terra
Geodinâmica Interna
- Sismos
- Vulcões
- Tectónica de Placas
Geodinâmica Externa
A
Atmosfera
A Lua
Geodinâmica
Interna
Geodinâmica
Externa
- Estrutura das crateras de
Impacto
- As rochas lunares
A Atmosfera
A cada Secção
pode ou não corresponder, no hipertexto real, um tópico. Tópico é uma unidade
hipertextual que descreve um assunto e que, do ponto de vista físico, poderá
ser constituído por um ou mais ficheiros. A título de exemplo, as secções 'A Terra' e
a 'Lua' poderão corresponder, cada uma, a um tópico com ligações hipertextuais para as
respectivas sub-secções e conteúdos. No entanto, nada impede que constituam apenas
títulos estruturantes não correspondendo a quaisquer tópicos materializados pelos
respectivos ficheiros informáticos. Assim, em jeito de conclusão, os termos 'A Terra' e
'A Lua' poderão aparecer exclusivamente numa Barra de Navegação. Para evitar confusões
vamos designar o conteúdo de cada ficheiro por 'lexia' e o conjunto, singular ou não, de
lexias descrevendo um dado assunto por 'Tópico' (note-se que o conceito página não
existe, por enquanto, em linguagem hipertextual, no âmbito da língua portuguesa).
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Estrutura
lógica do projecto - ligações hipertextuais primárias
As ligações hipertextuais
primárias ('hyperlinks') são as que se estabelecem entre as secções, sub-secções e
conteúdos do projecto de modo a constituir uma estrutura de continuidade lógica de
acordo com os objectivos que se pretendem atingir. Esta estrutura composta por lexias e
suas ligações hipertextuais pode e deve ser transposta da abstracção inerente ao
pequeno índice que nos serviu de exemplo, para um aspecto gráfico mais concentâneo com
a realidade. A melhor forma de representar esta 'teia' é através de um organigrama.

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Ligações
hipertextuais secundárias
As ligações hipertextuais
secundárias estabelecem-se, normalmente, entre tópicos relacionados, mas extra-estrutura
principal do projecto. Por exemplo, poderá ter toda a lógica o estabelecimento de uma
interligação do tópico 'Sismos' para o tópico 'Vulcões', já que se tratam de dois
fenómenos intimamente relacionados, muito embora eles não se encontrem directamente
ligados na estrutura principal do projecto. Outro exemplo, poderá ser uma possível
interligação estabelecida entre o tópico 'Sismos' (na Terra) e o tópico 'Actividade
Sísmica' (na Lua), para efeitos de discussão comparativa.
Geralmente, estas ligações
hipertextuais só costumam ser definidas durante ou depois da implementação do projecto,
já que, à partida, dificilmente saberemos onde se tornam mais adequadas.
Um último exemplo poderão
ser as ligações hipertextuais definidas com outros 'Sites' de interesse para o estudo da
Geologia da Terra e da Lua.
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Sistemas
de Navegação
Uma das etapas mais críticas
na construção de um 'Web Site' é a concepção dos sistemas de navegação à qual deve
ser dada a máxima atenção.
Fundamentalmente, os sistemas
de navegação são constituídos por:
- Botões 'Left', 'Up' e 'Right': destinados, respectivamente, a
voltar ao lexia anterior dentro do mesmo nível (nível das Secções, Sub-Secções ou
dos Conteúdos), ao lexia anterior na hierarquia do projecto ou ao lexia seguinte dentro
do mesmo nível; se não existir lexia anterior, anterior no nível hierárquico ou lexia
seguinte, os respectivos botões estarão desactivados; se, por exemplo, estivermos no
tópico 'Vulcões', o botão 'Left' transportar-nos-á para o tópico 'Sismos', o botão
'Up' transportar-nos-á para o tópico 'Geodinâmica Interna' e o botão 'Right' para o
tópico 'Tectónica de Placas'.
- Sequências de Browse: estas sequências são
constituídas por ligações hipertextuais secundárias formando cadeias lógicas; longe
de serem obrigatórias, representam um contributo para uma melhor 'navegabilidade',
podendo concretizar ou reforçar alguns dos objectivos a que o projecto se propõe; no
caso do exemplo proposto, uma possível sequência de 'browse' poderia ser definida entre
os tópicos 'Geodinâmica Externa', 'Geodinâmica Interna' e 'Atmosfera' pertencentes ao
lexia 'Terra'.
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Criação de Lexias
Um lexia é um bloco de texto,
normalmente ligado a outros blocos de texto por ligações hipertextuais ou 'links',
tipicamente concretizadas graças ao recurso a um sistema informático. O termo foi
cunhado pelo filósofo francês Roland Barthes, no seu livro S/Z e é por enquanto
sobretudo utilizado em meios académicos. Quando um lexia é construído pelo seu autor de
modo a cobrir concisamente um único tema, também pode ser epitetado de 'tópico' (esta
utilização é particularmente popular no universo da comunicação técnica).
Em termos da linguagem corrente usada ne 'Internet' / World Wide Web', é o que se costuma
designar (também) inadequadamente, em Portugal, por 'página'. Quando os primeiros
automóveis andavam pelas ruas, o povo chamava-os de 'carruagens sem cavalo' - quando
surgem novos conceitos, a tendência humana é ultrapassar a estranheza graças ao recurso
a conceitos já adquiridos. É por isso e só por isso que o termo 'página', que não tem
nada a ver com o assunto, acabou por se tornar ubiquamente utilizado.
Deve haver sempre a preocupação dos
lexias do projecto não serem demasiado extensos, sob pena de tornar o hipertexto difícil
de consultar . Se assim for, a obtenção da informação pretendida através deste tipo
de documento, pode tornar-se mais penosa do que recorrendo aos livros tradicionais. É,
pois, conveniente partir um lexia que, à partida, resultaria demasiado extenso, num
conjunto de lexias que, por tratarem do mesmo tema fundamental, deverão ser guardados no
mesmo directório da estrutura do arquivo (ver mais adiante 'Estrutura
do Arquivo').
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Projecto
Gráfico
A escolha criteriosa de um
projecto gráfico para o 'Web Site', de acordo com o tema geral a desenvolver, é
indispensável para conseguir a máxima coerência estrutural e visual. Sublinhe-se que,
tirando casos excepcionais, o 'Web Site' não deverá começar a ser implementado sem que
exista um projecto gráfico bem delineado. Caso contrário, a aplicação posterior do
mesmo após a criação da estrutura e dos tópicos do projecto poderá revelar-se, no
mínimo, uma tarefa penosa.
A menos que sejam utilizados
os modelos para projectos gráficos que acompanham o 'FrontPage' ou outros coerentemente
construídos, a experiência comprova que a atribuição do desenvolvimento do projecto
gráfico a um profissional competente é sempre compensadora.
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Estrutura
do Arquivo
Há que dedicar especial
atenção à estrutura do 'Web Site' no que toca ao arquivo de ficheiros guardado em
disco. As regras que se aconselham são as seguintes:
- No directório raiz do
projecto de hipertexto para o 'Web Site' só deve constar o ficheiro index.html e, eventualmente, os ficheiros que
compõem a 'home page' (excluindo os ficheiros das imagens e de outros elementos
multimédia), no caso de tratar-se de um projecto com 'frames' (ver a sub-secção 'Edição das Páginas de um 'web site - Frames');
- A cada secção do projecto
deverá corresponder um sub-directório; dentro deste poderão existir outros,
correspondentes às sub-secções, mas isto só é recomendável caso os ficheiros das
sub-secções serem em elevado número;
- É obrigatória a existência
de um sub-directório exclusivamente para imagens, que poderá e deverá conter
sub-directórios de acordo com as diversas categorias de imagens utilizadas;
- Não é, de
todo, aconselhável criar mais directorias ou sub-directorias do
que as estritamente necessárias, já que isso poderá tornar a gestão do projecto mais
difícil e, portanto, mais demorada.
Continuando
ainda a utilizar o exemplo que nos tem servido para a exploração deste tema, deixamos
aqui uma possibilidade teórica de estruturação do arquivo informático para o projecto
em questão.
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Publicação
Finalmente, para que o 'Web
Site' fique 'on-line' há que publicá-lo, ou seja, que alojá-lo num servidor da
'Internet'. Este trabalho pode ser feito indirectamente, transportando os ficheiros e
respectiva estrutura do arquivo do projecto, por exemplo numa 'zip drive' (ver
glossário), copiando-os para o disco rígido do servidor. Contudo, é fácil perceber que
este método envolve, certamente, uma série de incómodos consideráveis, para além de
obrigar a possuir um sistema de transporte de capacidade elevada.
Em alternativa, é muito mais
prático usar um programa de FTP ('File Transfer Protocol') para fazer a transferência do
projecto, do computador de trabalho para o servidor da 'Internet', precisamente usando a
própria 'Internet'. Para isso, para além do referido programa, só é necessário
possuir uma ligação à 'Internet'. Veja, pois, na secção 'Uploading de Web Sites' como proceder para fazer a
respectiva publicação. Mesmo assim, poderão deparar-se algumas dificuldades, em
especial se o projecto for muito grande ou se se possuir um 'modem' com baixa velocidade
de transmissão.
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