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CIBERPUNK
Ficção e Contemporaneidade

Herlander Elias, Autor
e Editor
ISBN: 972-98317-0-X
Este livro é um
ensaio de crítica de cultura, sobre a cultura do computador a
cibercultura. Pode-se dizer que funciona como um guia sobre
essa cultura, porque abrange muitas áreas e temáticas actuais, mas trata-se
acima de tudo de uma análise dos projectos dos ciberpunks escritores.
O autor apostou, inclusivé, em explicar o movimento e a escola
de escrita de ficção científica cyber dos neuromantics:
William
Gibson,
Bruce Sterling,
Tom
Maddox e
J.G.
Ballard, por exemplo, são mencionados e é desenvolvida
uma análise do seu legado.
E como esta obra é sobre ciberpunk,
o autor invoca o punk, a música dos
Sex Pistols,
os
Clash,
as grandes influências de
Malcolm
McLaren e
Vivienne
Westwood na moda e o grande impacto que o filme
Blade Runner teve
como símbolo do neo-romantismo. Consequentemente, a Nova Vaga que caracteriza
a década de 80, o surgir da música de sintetizador, o techno de Detroit,
a importância do sampler e do Interface MIDI, são outros dos
pontos que o autor foca, aliando com convicção a cultura pop e a cultura
cultivada, explicando como se passou do punk ao ciberpunk.
A obra procura explicar
o imaginário estético dessa relação entre a ficção científica
cyber e a cultura pop, tentando demonstrar que o que distingue
o punk do cyberpunk é o espaço cibernético das telecomunicações,
da Web, da Internet, dos videojogos e da realidade virtual no seu todo.
O que se nota neste trabalho de
crítica de cultura é que o autor aborda a cultura pop na perspectiva
das teorias da comunicação e da cyberculture, recorrendo
à música electrónica, pela qual desenvolve o conceito do ciberespaço
acústico de
Erik Davis.
Nesse âmbito, o autor prossegue como uma análise da figura do DJ ("disc
jockey"), da New Wave e da recente cultura de música de dança
e electrónica, onde é enquadrada a relevância do fenómeno
Rave, enquanto
elemento ciberpunk contemporâneo. Assim, ciberespaços, música de síntese,
alucinogéneos e ciberdelia são outros temas de análise; como ainda o
são a fortuita relação entre o rocker da música pop
e o hacker da cibercultura, e, mais recente, a relação entre
o DJ e o novo VJ o DJ do domínio audiovisual.
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E se o autor resolve
falar de música electrónica, referindo os
Kraftwerk,
Depeche
Mode,
Stacey Pullen
até, claro,
Brian
Eno, no universo da ficção científica vai de Neuromancer
a
The
Matrix, chegando à cultura hip-hop para sublinhar o DJ e a prática
inter-textual do
graffiti como
símbolo máximo do Afrofuturismo.
Dub, techno, rock, pop,
hip-hop, trance, jungle, gabber, house e
rock cyborg são os géneros de música que fazem relevância neste
estudo de cibercultura, onde Elias consegue ainda cobrir videojogos
como Beneath, Steel Sky, Cyberspace, Another World e Syndicate Wars;
e os filmes incontornáveis:
The
Terminator,
Total
Recall,
Johnny
Mnemonic,
Strange
Days e
Akira.
Para saber mais... O
livro Cyberpunk: Ficção e Contemporaneidade pode
ser adquirido na
Bertrand), por exemplo.
Leia o livro ao lado do
Jargon
File, o dicionário dos hackers (e se sentir uma vontade
irrepremível de ler um bom clássico da velha ficção-científica,
da época anterior a estas perturbações, não
se preocupe que é natural – pegue num
Robert A. Heinlein).
Se quiser aprofundar os seus conhecimentos sobre punk e cyberpunk,
vá ao sítio do
Open Directory Project,
procure por estes termos e parta à descoberta.
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