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Sobre a Internet, Ciberpunks |
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São estes, reflexos de uma realidade global que define a nossa civilização ou pelo menos uma parte fundamental dela? Será a Internet, mais do que uma forma eficiente de comunicação, de publicação, de mercado, uma criação inevitável de valores civilizacionais que nos escapam? Há uma lógica, uma ligação, uma autêntica coerência em todas estas manifestações? Mais do que o já
pacífico termo “cibernauta” (ou “internauta”), que se tem vindo
a popularizar e que aliás usámos para o título
deste projecto, o termo original para referir os “habitantes” do “ciberespaço”,
era nos princípios da década de 80 – 10 anos antes da
Web ter feito explodir
a popularidade da Internet e a ter colocado no mainstream – “ciberpunk”.
“Punk” não na acepção infeliz de Dirty Harry (“Do
you want to make my day, punk?”), mas no espírito do estilo,
atitude e música “futuristas” que marcou um segmento relevante
da juventude dos últimos anos da década de 70. Para saber mais... Se estiver interessado em explorar este tema fascinante, tem uma boa opção em português – curiosamente, num livro em papel, em edição de autor! Cyberpunk: Ficção e Contemporaneidade (Herlander Elias, 1999) é um recomendável esforço para “catalogar o incatalogável movimento ciberpunk, dando de facto consistência” a um relevante imaginário dos nossos tempos. |
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