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Domain ou domínio, ou ainda sub-domínio. Os nomes à direita do símbolo @ num endereço electrónico, ou a designação (URL) do endereço electrónico de uma determinada máquina, empresa, instituição ou país. Geralmente antecede-se de um sub-domínio da hierarquia do domínio.
Por exemplo: fulano@empresa.pt sendo fulano o nome ou identificação de determinada pessoa ou entidade ou serviço; seguido do simbolo @ (at ou arroba, o quer quer dizer em);
seguido do nome da empresa ou sigla (em Portugal é a FCCN
que faz a gestão destes registos), que neste âmbito, é um sub-domínio, ou mais exactamente, um sub-domínio de PT;
e finalmente o domínio PT (ou .pt), ou seja Portugal.
No caso de um sub-domínio, o seu dono pode criar tantos sub-sub-domínios quantos queira ou possa (no caso do correio-e, um uso clássico seria fulano@mail.empresa.pt).
O mundo está dividido em domínios por países. Existem ainda outros domínios genéricos ou específicos. Os mais conhecidos são .com para empresas; .edu para universidades e estabelecimentos de ensino superior (este domínio é usado basicamente por estabelecimentos de ensino dos Estados Unidos); .net e .org (que já significaram qualquer coisa, mas hoje não querem dizer nada: em princípio, o domínio .net é para ser usado por empresas de telecomunicações e de serviços Internet e o domínio .org por entidades e para projectos sem fins lucrativos). O aparelho militar norte-americano tem ao seu dispor o domínio .mil e o governo desse país, o domínio .gov. As instituições internacionais, com a União Europeia, utilizam o domínio .int.
Alguns países criaram sub-domínios genéricos que imitam estes domínios genéricos e sob os quais organizam os seus domínios. Por exemplo, o domínio de uma empresa na Austrália termina em .com.au e na África do Sul termina em .co.za.
Em Portugal, aqui há uns tempos, a vontade do primeiro-ministro de ter o governo sob .gov.pt deu origem a uma polémica idiota com a FCCN (que queria à força, por motivos académicos obscuros, que o sub-domínio se chamasse .governo.pt; mas ainda mais idiota, sobretudo depois do espectáculo que as partes proporcionaram, é o facto de o domínio .gov.pt só servir para o gabinete do primeiro-ministro e para um ou dois ministérios e os os outros não obedecerem a nenhumas regras que se entendam...).
A questão dos domínios é muito complexa, sobretudo quando se trata de domínios comerciais (.com), de uso universal. Duas empresas, desde que se dediquem a actividades diferentes, podem ter o mesmo nome: mas, na Internet, só uma delas pode ter um dado sub-domínio. Imaginemos duas empresas com o mesmo nome, por exemplo IBM: a IBM dos Estados Unidos e a IBM do Turquemistão; imaginemos que a IBM do Turquemistão conseguia registar o domínio ibm.com primeiro... (N.B.: isto não aconteceu)
À medida que a Internet se torna cada vez mais importante e o estabelecimento de marcas mundiais
um factor fundamental de sucesso para as empresas da Nova Economia (a new economy é definida em contraste com o dirt world, o mundo das lojas na rua, com paredes e montras de, imagine-se, vidro!), a questão dos domínios vai ser cada vez mais complicada. A Amazon.com, por exemplo, deixou 1999 marcado por duas acções judiciais: uma em que processou ou tentou processar uma livraria grega, com o domínio Amazon.gr (que entretanto mudou o nome para Greekbooksonline.com) e outra em que foi processada por uma livraria feminista chamada Amazon Bookstore que existe desde 1970 em Minneapolis, no Estado norte-americano do Minnesota.
Noutra nota, e voltando ao Turquemistão, o país é muçulmano e o seu domínio, .tm, o que pode ser entendido como abreviatura de trade mark. Como os recursos do país são escassos, o governo autorizou
a promoção comercial internacional do domínio, para empresas (que assim, teriam, para além do .com, a alternativa .tm). Tudo corria bem, até começarem a aparecer sítios pornográficos sob .tm, o que causou escândalo e consternação nacional...
Já Tonga, uma pequena ilha-estado do Pacífico Sul, famosa pelo seu rei e por uma população masculina que não prima pela
delicadeza, explorou o seu .to. Para avaliar uma das utilizações mais imaginativas, vá até ao sítio da Casa da Cerejinha, no alto da Serra da Lousã, no concelho de Góis. O URL é http://travel.to/cerejinha. Antes de lá chegar, aparecerá um banner que pode ser seguido para obter mais informações sobre alguns dos diversos usos do .to.
E já agora, para fazermos uma trilogia, não nos esqueçamos da Moldova, um triste país do leste europeu desgraçadamente encalhado entre a Ucrânia e a Roménia e cujos visitantes a Portugal têm ajudado activamente a justificar a folha salarial do SEF.
O domínio da Moldova é .md, que corresponde à abreviatura consagrada para a profissão médica nos Estados Unidos. Portanto, é só ver os médicos norte-americanos a registarem domínios com a extensão .md, que lhes dá muito cachet...
Mas em relação a domínios, nada bate as ilhas felizes do Pacífico Sul: o domínio da Micronésia é .fm e o de Tuvalu é .tv...
Para saber mais... Uma exploração sobre este tema fascinante
pode começar neste sítio mantido por uma instituição norueguesa; obrigatórios são também os sítios do ICANN e da IANA e o da FCCN; e já agora, não deixe de ler os nossos esclarecimentos sobre o protocolo TCP/IP.
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