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Ao contrário das linhas telefónicas e dos modems normais, que foram concebidos apenas para transportar sinal de voz, a uma capacidade de largura de banda muito limitada, as redes de cabo, foram desenhadas para fornecer imagens de vídeo. Têm por isso uma muito maior largura de banda permitindo assim ter mais informação por segundo, e fornecer acesso a serviços multimédia a altas velocidades. Assim o vídeo na Net vai ter uma nova expressão, para quem estiver ligado pelo cabo e será o sonho de muitos designers e criadores de páginas WWW.
Quem trabalha no desenvolvimento de conteúdos para a Web, muitas vezes vê a desilusão na cara dos seus clientes quando se lhes tenta fazer ver ser impossível ter imagens vídeo a funcionar como na televisão lá de casa; quando se lhes impõe a redução da quantidade e do tamanho das fotografias, de cada vez que, por imperativos técnicos, é necessário aplicar a dieta da Web; quando se tem de explicar a um famoso artista gráfico do papel que está, em certos casos, limitado a criar gráficos com determinadas 216 cores e só essas, quando ele está habituado a uma paleta de 16 milhões de cores e pior ainda quando o obrigamos a fazer o esforço suplementar de reduzir mais uns três ou quatro kbytes numa imagem já por si despida de informação ao máximo. A Internet não dava para tudo, de qualquer maneira.
Entretanto as coisas melhoraram, os modems (modeladores - demodeladores) evoluíram e aumentaram de velocidade, e já se brinca com animações mais sofisticadas. No entanto o vídeo, esse continua a ser o patinho feio da Web e mesmo para imagens de muita definição, continua a faltar largura de banda, para quem navega por linhas de telefone convencionais. Apesar da explosão de popularidade da Internet e do multimédia ter levado os editores de conteúdos, os fabricantes de hardware e as companhias de telecomunicações a fazer horas extraordinárias para criarem serviços, equipamentos e redes que nos dessem velocidade suficiente para outras aventuras (a este respeito, clique aqui).
O modem de cabo liga-se à tomada do sinal de tv por cabo, recebendo informação através de um canal normal da rede de cabo, dedicado à transferencia de dados para Internet e outros serviços multimédia, e passa-a para o PC, nalguns casos a velocidades de cerca de 27 Mbps (milhões de bits por segundo) o que é equivalente a 1000 vezes a velocidade de um modem de 28.8 Kbps (milhares de bits por segundo), na rede telefónica. No mínimo é entusiasmante.
Os dois problemas principais desta maravilha são a localização geográfica, pois só serve a quem estiver numa região com rede de televisão por cabo; e os engarrafamentos da própria Internet, que só serão parcialmente superados se o operador construir uma espécie de armazém de dados, uma local-net para redistribuir certos conteúdos localmente. Pode-se assim privilegiar informação local tipo meteorologia, trânsito ou farmácias de serviço e até os filmes que estão em exibição, agora com uma pequena apresentação em vídeo, entre outros.
O terceiro problema é o preço dos modems de cabo, que rondam os 40 a 60 contos nos EUA, mas que deverão baixar com o aumento de utilizadores de Internet por cabo, que nos Estados Unidos já são mais de 10 milhões.
Empresas como a Philips e a 3Com estão em plena produção de modems de cabo populares.
Este serviço já está a ser implementado em Portugal, e os fornecedores de acesso que o disponibilizam oferecem planos para a aquisição ou aluguer dos modems. Assim, os privilegiados que vivem em áreas onde há televisão por cabo podem lançar-se pelo cabo no ciberespaço a uma alucinante warp speed.
Quando este tipo de acesso estiver vulgarizado, os conteúdos para a Web serão concebidos de forma diferente da actual, de modo a aproveitar as potencialidades multimédia do acesso rápido.
E quem só tiver à sua disposição acesso por linhas telefónicas analógicas e um modem clássico verá mais um fosso a ser cavado entre a sua pessoa e a informação a que aspira e de que necessita.
Mas se não for candidato a info-excluído, aproveite:

Bragatel
CaboVisão (NetVisão)
PT Multimédia (NetCabo, TV Cabo)
Para saber mais Pode começar pelo popular sítio de David Gingold
dedicado aos recursos sobre modems de cabo na Internet; ou ir directamente a um boletim informativo sobre o mundo dos modems de cabo, o Cable Datacom News.
Enfim, apesar de tudo, o acesso por cabo não é a única opção de acesso rápido (ou, como se diz na gíria, acesso de banda larga, ou em inglês, broadband) à Internet. Há pelo menos mais duas opções potencialmente equivalentes: o acesso assíncrono por DSL (sobre linhas telefónicas normais!) e o recurso a satélites. A eventual disponibilização destes serviços dependerá do vigor do mercado de telecomunicações no pequeno espaço periférico do nosso país, mas há que manter a esperança. Entretanto, pode ir consultando este excelente e sempre actualizado ponto da situação sobre a matéria.
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