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 PT Multimédia

A PT é uma empresa cuja caracterização e descrição implicam normalmente o uso de superlativos...
Para começar, pode dizer-se desde logo que a PT é a principal dona do negócio da Internet em Portugal: mesmo com a liberalização, a PT manterá o monopólio sobre as chamadas locais, o que quer dizer que a esmagadora maioria dos acessos individuais à Internet em Portugal passará sempre por circuitos controlados por ela.
A estratégia Internet da PT está neste momento concentrada em empresas que giram à volta da holding PT Multimédia, nomeadamente a TV Cabo e a Telepac. Esta foi a grande responsável pela popularização massiva da Internet em Portugal, com uma sucessão de imaginativas campanhas em redor do já famoso Netman e com a criação do Netpac, um produto de acesso pré-pago à Internet em que (tal como já havia acontecido nos telemóveis, com o Mimo, da TMN) Portugal foi pioneiro.
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A Telepac oferece a gama mais exaustiva de soluções de acesso que se podem encontrar no nosso país, incluindo um produto para acesso à Internet através da televisão...
Em termos de marketing, a sua criação de produtos é exemplar e os meios disponíveis para os promover são de impor respeito a qualquer concorrente.
O apoio técnico é prestado 24 por dia, por uma equipa normalmente competente, através de uma chamada telefónica local.
A Microsoft, na sua luta judicial contra ser considerada um monopólio, fartou-se de protestar que no seu ambiente, a concorrência é feroz e as mudanças sísmicas, a norma. A Telepac pode queixar-se do mesmo. Depois de ter conquistado mais de 100 mil clientes e 80% do mercado do acesso à Internet, viu cair-lhe em cima o acesso gratuito e a necessidade imperiosa de repensar de novo todas as premissas deste negócio.
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Um dos primeiros passos no sentido da adaptação foi a aquisição do SAPO, que começou por ser enquanto projecto de um grupo de alunos da Universidade de Aveiro o primeiro directório da Internet portuguesa, se tornou o sítio mais popular do domínio .pt e havia entretanto sido adquirido por uma empresa de Lisboa e transformado em portal.
O serviço de acesso gratuito da Telepac é comercializado sob a marca net.sapo, fazendo assim uso do seu imenso prestígio e popularidade e naturalmente, é dos mais populares mas dos menos completos do mercado. No Reino Unido, os fornecedores de acesso gratuito chegaram rapidamente a uma conclusão curiosa sobre os seus clientes: descobriram que eles eram ainda mais exigentes em termos de qualidade que os outros! É inevitável que, graças à concorrência desenfreada que se vislumbra no horizonte, os serviços de acesso gratuito à Internet venham a ser caracterizados, no mínimo, pela mesma gama e qualidade médias dos actuais serviços pagos, o que implicará se não o fim, pelo menos a irrelevância global destes. Um dos serviços gratuitos há-de acabar por apresentar essa gama e essa qualidade e as pessoas vão descobri-lo, e adoptá-lo, e promovê-lo e os outros terão de ir atrás. Vai ser interessante ver como é que uma empresa como a PT vai reagir...
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NetCabo E finalmente, mais de um ano depois de Braga, os habitantes da Grande Lisboa e do Grande Porto também têm direito à Internet super-sónica (embora em muitos casos, provisoriamente só num sentido). O acesso à Internet por cabo, que em Lisboa, Porto e nas suas outras áreas de actuação, é disponibilizado pela TV Cabo, permite velocidades elevadíssimas (em comparação com as velocidades típicas do mercado individual), a custos muito concorrenciais.
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