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Os Internet Service Providers (fornecedores de serviços de Internet ou, como se diz em Moçambique, provedores de Internet) são as empresas ou outras entidades que disponibilizam o serviço de acesso à Rede.
Eis uma lista (por ordem alfabética) dos 10 ISPs mais conhecidos a actuar em Portugal, no princípio do ano 2000:

Bragatel
CaboVisão (serviço NetVisão)
Esotérica
EUnet
Jazztel (incluindo o serviço Jazzfree)
Novis (incluindo IP Global e Clix)
Oni/E3G (incluindo os serviços OniNet e Meganet/Comnexo)
PT Multimédia (incluindo net.sapo, NetCabo e Telepac)
Telecel (incluindo os serviços netc)
Os ISPs dividem normalmente o seu mercado em dois segmentos: o das empresas e o das famílias (ou indivíduos): chamam-lhes respectivamente, o mercado empresarial e o mercado individual, e como as necessidades sentidas por cada segmento são diferentes, oferecem produtos, soluções e preços diferentes. Nesta secção, dedicada à caracterização e oferta dos ISPs portugueses, damos maior relevância ao mercado individual, embora tenhamos tentado não ignorar completamente o segmento das empresas.
Definidos os segmentos, há tipicamente duas formas de explorar o mercado dos acessos. Analisemos esta questão.
A esmagadora maioria dos utilizadores (pelo menos, por enquanto; veja-se o caso do acesso por cabo) utiliza o acesso por linhas telefónicas, a que está associado o custo da chamada telefónica, normalmente local (este é o caso em toda a Europa; nos Estados Unidos, as chamadas locais são normalmente gratuitas, concorrência oblige). Até 1999, com a situação de monopólio da PT a manter-se, quem se quisesse ligar à Internet teria forçosamente de pagar não só o custo da chamada telefónica, como ainda uma assinatura (e quase sempre também um valor, normalmente taxado ao minuto) pelo próprio serviço de acesso.
Com a liberalização quase total das telecomunicações em Portugal, a partir
do princípio do ano 2000, o panorama alterou-se completamente com o advento dos primeiros serviços de acesso gratuito, inaugurados com o anúncio do netc, um serviço da Telecel.
Como a maior parte das empresas que disponibilizam o acesso gratuito, também oferecem serviços de acesso pago, o primeiro tem menos qualidade mas a tendência futura não será essa.
Há uma lógica para o acesso gratuito: a exploração do custo da chamada telefónica local e a sua repartição entre o ISP e a PT (N.B.: este tipo de abordagem gratuita ao acesso foi introduzida na Europa pela Business Online, no Reino Unido e a qualidade do serviço é exemplar).
O negócio da Internet de acesso gratuito entrou em Portugal em finais de 1999 com pompa e circunstância. Foi anunciada pela maior parte dos operadores em grandes campanhas de publicidade.
Para quem estiver a ler estas linhas numa altura em que apenas parecem existir acessos gratuitos, e até se esteja a assistir ao fenómeno dos ISPs oferecerem pagamentos para navegar na Net, convém lembrar que em finais de 1994 para 1995, quando a Internet se popularizou em Portugal graças à campanha Netman da Telepac, os ISPs de então (que eram apenas dois, a já referida Telepac e o então PUUG, que viria a tornar-se na EUnet), cobravam directamente o custo dos seus serviços no acesso à informação. Essa factura era um custo. O outro era pagar a conta do telefone aos operadores de telecomunicações, a chamada conexão.
Desta factura, não é visível que os utilizadores se possam escapar.
Ora é aqui que está o como:
ganha o operador de telecomunicações com o tráfego gerado e à data, finais de 1999, cerca de 35% do dinheiro que o utilizador gasta na chamada telefónica vai para o ISP.
Depois o resto do negócio é realizado através das receitas de publicidade e ainda das comissões sobre as vendas das lojas online.
Nos Estados Unidos, os serviços de acesso gratuito (não se paga o acesso e não se paga a chamada telefónica: não se paga nada, é realmente gratuito!) vivem exclusivamente da publicidade com que os cibernautas obrigatoriamente aceitam viver.
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