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Sobre a Internet, Internet Service Provider



Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane - o primeiro provedor de Internet de Moçambique

Tropical Net - um provedor de Internet comercial em Moçambique


Os Internet Service Providers (“fornecedores de serviços de Internet” ou, como se diz em Moçambique, “provedores de Internet”) são as empresas ou outras entidades que disponibilizam o serviço de acesso à Rede.

Eis uma lista (por ordem alfabética) dos 10 ISPs mais conhecidos a actuar em Portugal, no princípio do ano 2000:

       Bragatel
       CaboVisão (serviço NetVisão)
       Esotérica
       EUnet
       Jazztel (incluindo o serviço Jazzfree)
       Novis (incluindo IP Global e Clix)
       Oni/E3G (incluindo os serviços OniNet e Meganet/Comnexo)
       PT Multimédia (incluindo “net.sapo”, NetCabo e Telepac)
       Telecel (incluindo os serviços “netc”)

Os ISPs dividem normalmente o seu mercado em dois “segmentos”: o das empresas e o das famílias (ou indivíduos): chamam-lhes respectivamente, “o mercado empresarial” e “o mercado individual”, e como as necessidades sentidas por cada segmento são diferentes, oferecem produtos, soluções e preços diferentes. Nesta secção, dedicada à caracterização e oferta dos ISPs portugueses, damos maior relevância ao mercado individual, embora tenhamos tentado não ignorar completamente o segmento das empresas.

Definidos os segmentos, há tipicamente duas formas de explorar o mercado dos acessos. Analisemos esta questão.
       A esmagadora maioria dos utilizadores (pelo menos, por enquanto; veja-se o caso do acesso por cabo) utiliza o acesso por linhas telefónicas, a que está associado o custo da chamada telefónica, normalmente local (este é o caso em toda a Europa; nos Estados Unidos, as chamadas locais são normalmente gratuitas, concorrência oblige). Até 1999, com a situação de monopólio da PT a manter-se, quem se quisesse ligar à Internet teria forçosamente de pagar não só o custo da chamada telefónica, como ainda uma assinatura (e quase sempre também um valor, normalmente taxado ao minuto) pelo próprio serviço de acesso.
       Com a liberalização quase total das telecomunicações em Portugal, a partir do princípio do ano 2000, o panorama alterou-se completamente com o advento dos primeiros serviços de acesso gratuito, inaugurados com o anúncio do netc, um serviço da Telecel.

Como a maior parte das empresas que disponibilizam o acesso gratuito, também oferecem serviços de acesso pago, o primeiro tem menos qualidade – mas a tendência futura não será essa.
       Há uma lógica para o acesso gratuito: a exploração do custo da chamada telefónica local e a sua repartição entre o ISP e a PT (N.B.: este tipo de abordagem “gratuita” ao acesso foi introduzida na Europa pela N.B.: ligação a outro web site Business Online, no Reino Unido e a qualidade do serviço é exemplar).

O negócio da Internet de acesso gratuito entrou em Portugal em finais de 1999 com pompa e circunstância. Foi anunciada pela maior parte dos operadores em grandes campanhas de publicidade. Para quem estiver a ler estas linhas numa altura em que apenas parecem existir acessos gratuitos, e até se esteja a assistir ao fenómeno dos ISPs oferecerem pagamentos para navegar na Net, convém lembrar que em finais de 1994 para 1995, quando a Internet se popularizou em Portugal graças à campanha Netman da Telepac, os ISPs de então (que eram apenas dois, a já referida Telepac e o então PUUG, que viria a tornar-se na EUnet), cobravam directamente o custo dos seus serviços no acesso à informação. Essa factura era um custo. O outro era pagar a conta do telefone aos operadores de telecomunicações, a chamada conexão.
      Desta factura, não é visível que os utilizadores se possam escapar. Ora é aqui que está o como: ganha o operador de telecomunicações com o tráfego gerado e à data, finais de 1999, cerca de 35% do dinheiro que o utilizador gasta na chamada telefónica vai para o ISP. Depois o resto do negócio é realizado através das receitas de publicidade e ainda das comissões sobre as vendas das lojas online.
       Nos Estados Unidos, os serviços de acesso gratuito (não se paga o acesso e não se paga a chamada telefónica: não se paga nada, é realmente gratuito!) vivem exclusivamente da publicidade com que os cibernautas obrigatoriamente aceitam viver.

 
 
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