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Sobre a Internet, Aparecimento |
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Em 1971, a nova rede ARPANET, ligava uma dúzia de máquinas. Entre elas, o famoso MIT e a Universidade de Harvard. Já alguns países manifestavam interesse em estar ligados, e em 1974, contavam-se 62 servidores nesta rede.
Hoje um dos acrónimos bem conhecidos: TCP/IP. A Internet que conhecemos hoje começou a tomar forma com a junção de pequenas redes de informação em todo o Mundo, durante as décadas de 70 e 80. Em apenas 25 anos (em comparação, a Revolução Industrial demorou cerca de 250 anos – dez vezes mais), a tecnologia de comunicação entre computadores desenvolveu-se desde um programa altamente secreto do Departamento de Defesa Americana até uma rede de mais de 50 milhões de utilizadores espalhados por milhares de redes em todos os cantos do Planeta. Esta é uma história feita de um emaranhado de pequenos acontecimentos, acelerados à medida que entramos nos anos noventa. É impossível contabilizar e controlar, sem perda de rigor e verdade, os mais importantes momentos das mais pequenas redes. É pacífico que o embrião desta rede universal foi a rede da ARPA, que começou experimentalmente com quatro computadores a funcionarem através de ligações telefónicas rudimentares. Esta tornou-se na lenda viva mais conhecida da Internet. A inovação alargou-se a uma comunidade científica e militar que foi crescendo à medida que as evoluções tecnológicas da informática e telecomunicações o permitiram. No início dos anos 70 a ARPAnet era uma rede de várias redes que comunicavam entre si com diversos problemas decorrentes da inexistência de um padrão comum de troca de dados. Para que estes computadores conseguissem comunicar entre si, durante os anos 70 a ARPA desenvolveu diversos códigos de comunicação comum, os protocolos, que estiveram na origem do TCP/IP e de todos os outros códigos de comunicação e transferência de dados que existem actualmente. Os anos 70 assistiram ao emergir da informática nas universidades e na vida privada. A partir desse momento o papel das escolas superiores e dos informáticos começou a moldar uma rede e uma cultura que viria a permitir que nos anos oitenta explodisse a Internet. Outra das grandes lendas surge em 1977, na Universidade de Wisconsin, quando foi criada a primeira rede independente para servir os cientistas e a investigação local. Em 1979 lança-se a ideia de criar a CSnet, o ponto de partida para diversas redes independentes de computadores ligadas pelo protocolo TCP/IP. A junção da ARPAnet, da MILnet (rede militar), da CSnet (rede científica) e de outras pequenas redes lançou a segunda etapa da Internet, a sua explosão exponencial nos Estados Unidos. Alguns cibernautas consideram 1983 como o ano da criação da Internet pois foi a partir desse momento que a cultura de cidadania mundial se começou a consolidar nesta rede. No entanto, só os anos 90 a Internet se estendeu a todo o Mundo e a um número tão elevado de organizações e pessoas como conhecemos actualmente. Em 1984 ultrapassavam-se os 1.000 servidores. Com o correr dos anos, os modems tornavam-se mais baratos e uma ferramenta mais popular, os computadores também. Os dois pais do TCP/IP, os protocolos que tornaram a Internet numa rede de redes, foram principalmente Vinton Cerf e Robert Kahn. É a eles que se deve o espantoso conceito de desmontar mensagens e o conteúdo de ficheiros, após conversão apropriada, em pacotes de menos de 2000 caracteres, para serem transportados por diversos servidores, através de qualquer infraestrutura de comunicações: cabo telefónico, redes informáticas, satélite, whatever, antes de se reconstituirem no computador de destino. E é também ao seu trabalho que se deve em primeiro lugar a criação, nos primeiros anos da década de 70, dos dois serviços que seriam responsáveis pelo sucesso sustentado da Internet: o correio electrónico e a transferência de ficheiros. A partir dos anos 90 o crescimento da Internet explodiu e atinge hoje milhões de máquinas. A razão para esse crescimento foi o desenvolvimento da World Wide Web, que transformou a Internet numa plataforma, primeiro de publicação em suporte electrónico e segundo, de comércio e condução de negócios e transacções. Para saber mais... Aceda a |
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