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Sobre a Internet, Visão



correio electrónico (correio-e)

Uma das necessidades mais básicas do ser humano é a comunicação. Nos dias de hoje, quem não troca informação afasta-se do Mundo. No final do século, repegando involuntariamente algum do romantismo do século XIX, a informática e as comunicações trouxeram-nos um modelo mais eficaz e imediato de contacto através do mundo: o correio electrónico (o consagrado “e-mail” dos anglo-saxónicos).

O correio-e terá sido a primeira grande ferramenta de utilização prática da Internet e uma das principais responsáveis pelo seu sucesso. Na actualidade, consoante os observadores, ele representa entre 15 e 30% da circulação de informação na rede.
       Através do correio-e, principalmente desde que se generalizaram as versões 3 (e posteriores) dos browsers da Netscape e da Microsoft, com uma enorme facilidade resultante da afinação de protocolos de transferências de dados, é possível escrever mensagens do mais variado tipo e juntar-lhes ficheiros em diversos formatos, carregados com texto, imagem ou som, e tratar de os enviar para uma “caixa de correio” em qualquer parte do mundo, tendo quase a certeza de que dentro de poucos segundos ou alguns minutos, o “pacote” chegará ao seu destino.

O processo de funcionamento não poderia ser mais simples e engenhoso. Um software a funcionar num computador apresenta uma caixa de diálogo pré-formatada que permite realizar todas as operações necessárias. Depois de escrita a mensagem e anexados os ficheiros que se pretende enviar, um simples clique envia a comunicação para uma caixa de correio de um servidor, em qualquer parte do Mundo, onde a deposita até que o seu destinatário, através de processos normalizados e simples a abra através de um terminal de computador noutro ponto qualquer do Globo.

No entanto, persistem alguns problemas que se prendem com justificadas dúvidas referentes à confidencialidade das mensagens e ao imediatismo do envio e recepção. É que, na realidade, quando se envia um e-mail para um endereço, não se sabe porque via é que essa mensagem vai seguir antes de chegar ao destinatário. Do mesmo modo, não é aconselhável enviar grandes quantidades de informação por esta via sem antes se proceder a uma operação de compressão de dados pois não só se aumenta o tempo de transmissão, com os custos adicionais de telefone ou telecomunicação, como se corre o risco da quebra de ligação e perda de informação, tendo de se voltar a repetir o processo.

 
 
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