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A revista Wired é uma referência indiscutível no mundo actual das novas tecnologias. Mesmo se perdeu alguma da sua irreverência dos primeiros seis números de 1993. Mesmo se começa a exagerar na quantidade de publicidade. Continua a ser um marco reconhecido na defesa das ideias do ciberespaço e na divulgação da revolução digital. É sem dúvida
uma permanente análise sobre o futuro e não será uma especulação arriscada dizer que é uma das revistas que estadistas como Al Gore lêem com atenção.
A revista especializou-se no impacto das tecnologias nas nossas vidas, nos negócios, na cultura. Com um grafismo arrojado, exuberante, no limite da função gráfica.
Imagine-se uma embalagem de cores vivas repleta de conteúdo de qualidade, como provam os nomes de alguns dos colaboradores: John Perry Barlow, o co-fundador da The Well (que foi um mítico Bulletin Board System de 1985 a 1995, antes de se transformar numa comunidade na Web) e da EFF - Electronic Frontier Foundation);
Mitch Kapor, um dos fundadores da empresa informática Lotus
e activista da mencionada EFF;
Nicholas Negroponte, guru mediático e autor do livro Ser Digital; Bruce Sterling autor de livros de ficção cientifica como Hacker Crackdown, de que existem aliás versões em hipertexto; William Gibson, autor do livro Neuromancer; ou
Jaron Lanier, considerado o pai da realidade-virtual. Todos estes nomes são ainda reforçados por uma impressionante equipa de jornalistas, que têm vindo a entrevistar e a reportar os acontecimentos digitais mais relevantes da década.
A Wired tem sido utilizada para apresentação e discussão de textos e ideias que mais tarde foram trabalhados em maior profundidade, como o caso por exemplo do livro Ser Digital de Negroponte, e sobretudo tem divulgado novas oportunidades nos negócios e nas tecnologias.
Mas a Wired é mais do que uma simples revista. Por trás está a Wired Ventures, Inc. editora de livros, alguns deles em formato digital (e que se podem
adquirir através da Web). Detentora ainda, de parte do Hotbot, um dos melhores motores de busca na Internet, e de realçar um crescimento cada vez maior da edição diária de notícias na Web.
A edição digital da Wired está na WWW talvez sem a exuberância da versão papel, mas continua a utilizar algumas das cores que tanto caracterizam
esta revista.
Qual era a estratégia da Sega na conquista do mercado mundial em 1993? O que diziam William Gibson e Bruce Sterling então? A despedida de Tom Mandel à comunidade
The Well, quando a BBS fechou em 1995. Etc. Essa é a grande utilidade dos arquivos integrais que se encontram na Rede, podendo-se consultar artigos que recuam até ao primeiro número.
Quanto a informações mais actuais, é mesmo preciso comprar a revista pois a sua edição digital só aparece um mês depois da versão
em papel, e não na íntegra. Se a encontrar em Portugal, compre-a logo (custa cerca de Esc. 1.500$00), pois os distribuidores importam um número ridículo de exemplares e normalmente esgotam-se depressa.
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