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World Wide Web, Browsers



Project Magic, Opera - sendo consultado através do NeoPlanet (com skin inspirada na Pantera Cor de Rosa)

Os browsers são os programas utilizados para descodificar a informação na World Wide Web (e por vezes, noutros universos na Internet, como o Gopher), apresentando normalmente uma interface gráfica intuitiva.
       São aplicações informáticas que permitem “navegar” através da Web (usa-se a palavra “navegar”, porque, tal como nos parece que é a terra que anda à volta do céu e não o contrário, quando se consulta informação na Web, a sensação que se tem é a de que nós “andamos” por ela, ou através dela, e não que a informação vem até nós, que é o que efectivamente ocorre) e simultaneamente contêm capacidades multimédia, como por exemplo visualizar texto e gráficos ou mesmo vídeos. Permitem também “saltar” entre documentos e sítios da Web.
       Por outro lado, graças à sua sofisticação crescente, são cada vez mais plataformas para correr todo o tipo de aplicações, normalmente fazendo uso de telecomunicações e do facto de estarem concebidos para aceder aos recursos de servidores, independentemente da sua localização.

O Mosaic foi o pioneiro visível desta aventura, graças à sua popularidade inicial. A maior parte da malta que o criou (“malta”, porque se tratava sobretudo de jovens estudantes) fundou uma empresa chamada Netscape, que produziu o primeiro browser “comercial”, o Navigator (este browser também era distribuido gratuitamente aos consumidores finais individuais, mas dentro de uma lógica empresarial bem definida), com extraordinário sucesso.

A Microsoft entendeu este sucesso como uma potencial ameaça. O Navigator não era uma simples ferramenta para “navegar” na Web. Desde cedo, com o anúncio da inclusão de suporte para o Java, uma linguagem de programação com características especiais – e a sua disponibilidade para diversos sitemas operativos, em pé de igualdade com o Windows – o browser da Netscape posicionou-se como uma potencial plataforma para correr todo o tipo de aplicações, num quadro em que o Windows poderia eventualmente, ainda que num futuro longínquo, vir a ser mais ou menos irrelevante.
       A Microsoft usou toda a sua enorme capacidade de desenvolvimento para criar um browser diferente e melhor, utilizando a sua sagaz e comprovadamente eficaz técnica “embrace & extend”: neste caso, desenvolver um browser que incluisse todas as características fundamentais do Navigator, acrescidas de mais umas quantas preciosidades que o outro não incluisse. A estratégia resultou – em 3 anos, a Netscape deixou de ser uma empresa independente, e o Internet Explorer – assim se chama o browser da Microsoft – passou a ser o produto mais utilizado para “internetar”.
       Mas há de facto outros browsers, dos quais se destacam um produto norueguês, que não é gratuito mas possui algumas virtualidades recomendáveis (o N.B.: ligação a outro web site Opera), tal como a rapidez em processar e mostrar conteúdos; e o N.B.: ligação a outro web site NeoPlanet, que funciona sobre o Internet Explorer, melhorando algumas das suas características (nomeadamente, o aspecto!).

Hoje em dia, tanto o Navigator como o Explorer são disponibilizados no quadro de um pacote de programas de programas integrados que incluem funcionalidades para além do browsing, nomeadamente alguns dos restantes serviços que a Internet proporciona, destacando-se o correio electrónico, os newsgroups e algumas soluções de groupware, entre outros.
Painel de Controlo do QuickTime (Bárbara Guimarães lê A Menina do mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen; sítio do Ministério da Cultura)       Em princípio qualquer browser recente permite sem mais auxiliares ver texto, imagens e imagens animadas. Para ouvir som necessita de auxiliares de software (programas como o N.B.: ligação a outro web site Real Audio/Video, que depois de instalados, funcionam transparentemente com o browser) e obviamente de uma placa de som (e provavelmente colunas) instaladas no seu computador, sendo os formatos mais poderosos para ouvir som na Internet, para além do Real Audio, o MP3 e o maravilhoso N.B.: ligação a outro web site QuickTime, da Apple.
       Já para ver vídeo o browser só por si não chega. Há vários formatos de vídeo utilizados na Internet e para experimentar cada um necessita do software auxiliar respectivo que normalmente é importado, se assim o entenderem os utilizadores, na primeira vez que consultam uma página que o contenha (tanto o Real como o QuickTime incluem capacidade para mostrar segmentos de vídeo).

Para além destes auxiliares dos browsers (chamados “plug-ins”) há outros específicos, para determinadas aplicações, nomeadamente para N.B.: ligação a outro web site apresentações 3D ou para N.B.: ligação a outro web site consultar mapas.
       Também nos browsers recentes pode-se consultar e interagir com conteúdos enriquecidos com Java ou JavaScript. Estes conteúdos incluem programas que correm no seu computador.

 
 
Conceitos World Wide Web Exemplos de Uso

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