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sobre hipertexto, multimédia e hipermédia

O hipertexto é o conceito por detrás de toda a experiência da Web: haver numa área de um bloco de informação que aparece num ecrã (de computador ou de qualquer outro tipo de aparelho), uma zona (de texto, de imagens, do que for) que é possível seleccionar de modo a aceder no mesmo ecrã, a outra área de outro bloco de informação, eis a essência do hipertexto e de toda a experiência da Web (e como tudo N.B.: ligação a outro web site o que parece simples e óbvio na vida, na realidade tem muito que se lhe diga).
       A informação é disponibilizada em blocos (a que se chamam estranhamente “páginas”), cujo conteúdo respeita normalmente um código, um conjunto de regras chamado HTML (“HyperText Markup Language”). Os blocos com informação são apresentados no computador cliente graças ao recurso a um programa que descodifica este código, um browser (portanto, uma aplicação informática concebida para a consulta e descodificação de hipertexto), sendo os mais utilizados o Internet Explorer, da Microsoft e o Netscape Navigator (embora haja outras soluções, das quais merecem particular destaque o browser norueguês N.B.: ligação a outro web site Opera e o norte-americano N.B.: ligação a outro web site NeoPlanet).

O HTML inclui por exemplo códigos abreviados (também chamados de “marcas” ou “etiquetas”, do inglês “tags”) para indicar ligações e/ou elementos gráficos. Um clique numa ligação traz para o ecrã do browser documentos localizados num servidor, qualquer que seja a localização geográfica deste. Os documentos podem conter texto, imagens, sons, filmes, ou uma combinação destes e podem ser gerados automaticamente por uma aplicação informática, em função de dados fornecidos pelo utilizador do browser (o que constitui a famosa “interactividade”).
       Todos estes documentos são dotados de uma localização específica: o URL (“Uniform Resource Locator” ou endereço) que utilizados, quer pelos clientes quer pelos servidores, localizam o respectivo documento distinguindo-se dos outros.

Uma ligação (ou “hiperligação”), se ocorrer num texto, está normalmente assinalada através de sublinhado e apresenta uma cor diferente (na maior parte dos casos, azul). O apontador do rato muda de forma quando se encontra sobre uma hiperligação, passando normalmente destina-se a de uma seta a uma mão com um dedo esticado. Para seguir uma ligação, um utilizador terá apenas que fazer um clique com o rato e automaticamente o sistema desenvolve uma acção de procura. Estas são as únicas operações necessárias para ter acesso ao mundo inteiro de dados.

(N.B.: o uso sistemático dos termos “normal”, “normalmente”, “na maior parte dos casos”, etc., deve-se ao facto de não haver normas imperativas para estas coisas e tudo poder ser diferente caso a caso, desde o desenho do cursor às cores das ligações; por vezes, estas diferenças todas de caso para caso, são simplesmente confusas – outras vezes, embora mais raras, até fazem sentido; dada a enorme variedade da Web, hoje em dia, é impossível dar uma ideia concreta e clara de como as coisas funcionarão em cada caso concreto: os cibernautas têm de descobrir por si sós!)

Multimédia e hipermédia são dois termos que graças à Internet se banalizaram no discurso das pessoas e mais não são que conceitos que estão associados à capacidade de integração de várias plataformas, sobretudo do som e da imagem.
       A grande diferença entre estes dois conceitos reside no facto de a multimédia estar incluída na hipermédia ou seja, enquanto que a multimédia corresponde apenas à integração de som e imagem, a hipermédia corresponde à associação de texto, som e imagem, num universo de ligações entre blocos de informação.

Estes blocos de informação, no princípio não passavam de texto estático, eventualmente agraciado com umas imagens. Com o correr do tempo, o browser acabou por se tornar um unificador de muitas outras experiências da Internet, tais como o N.B.: ligação a outro web site correio electrónico, os N.B.: ligação a outro web site grupos de discussão, e os N.B.: ligação a outro web site chats. Por outro lado, o facto de se ter dotado o browser de capacidades extensivas de correr programas (sobretudo desde a popularização da linguagem Java) permitiu o aparecimento de utilizações completamente novas, como sejam utilizar a Internet N.B.: ligação a outro web site para fazer backups; N.B.: ligação a outro web site para manter um desktop personalizado; ou N.B.: ligação a outro web site para verificar a correcção de palavras e expressões (em inglês). Em algumas destas aplicações, trata-se de usar o browser, só porque as pessoas já se habituaram a esta ferramenta, como plataforma para correr programas, num ambiente que na realidade já nada tem a ver com a realidade do hipertexto, o que se pode revelar muito confuso para alguns cibernautas.
       Em relação a isto, não há muito que se possa dizer. A inovação pode ser confusa, pelo menos no início. Esperamos que no seu caso, consiga encontrar soluções produtivas que justifiquem o tempo desperdiçado inutilmente com a maior parte das outras!

 
 
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